quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gay, zoófilo e necrófilo são iguais?

Achei que na postagem anterior eu esgotaria o tema "falar bobagem", mas me enganei. O assunto é infinito e as barbaridades que dizem por aí, então, são espantosamente cada vez mais surpreendentes. 

A edição de hoje da Folha de São Paulo trouxe uma matéria atordoante, onde o pastor Silas Malafaia compara a união homossexual à zoofilia e à necrofilia. Isso aconteceu ontem, durante a audiência pública que discute na Câmara dos Deputados a reforma do direito de família no Brasil. Uma grande polêmica foi a possibilidade de casais gays adotarem crianças, embora essas questões não estivessem no projeto do estatuto em análise na audiência.

No meio do sururu, o pastor foi radical. Veja:


Já deixei bem clara aqui minha posição sobre orientação sexual e não vou repetir o que penso. E antes que algum evangélico venha com "mimimi" nos comentários, deixo claro também que nada tenho contra a orientação religiosa de ninguém e respeito, igualmente, qualquer prática. Também não adianta chegar aqui com a conversinha de que padre é pedófilo, pai-de-santo é assassino ou qualquer outro argumento furado, porque o chibiu não tem nada a ver com a ceroula. Então, simbora dizer o que achei da pérola do outro. 

Assim como falar bobagem, IGNORÂNCIA TAMBÉM TEM LIMITE. Se para o pastor transinhas bizarras com bichos e cadáveres se comparam à união entre duas pessoas, então esse mundo está perdido mesmo. Não vou discutir passagens bíblicas, até porque formo minha opinião a respeito das coisas com base em experiências do meu próprio cotidiano, sem considerar ideias prontas e convenções estabelecidas seja por quem for. Mas acho o cúmulo da falta de discernimento tratar do assunto com tamanha estupidez, só porque a Bíblia "condena" esse tipo de relação entre os seres humanos. Taqueopariu, qual é o QI desse homem? 

Bom, nem sei porque me surpreendo tanto com isso. Há um tempo atrás, batendo papo com o treinador dos meus cães, fiquei catatônica com uma afirmação dele, quando falamos sobre a sexualidade dos nossos filhos. Ele ficou indignado ao me ouvir dizer que, se fosse o caso, não me importaria nem um pouco se meu filho fosse homossexual, o que não é. Tentei argumentar sobre minha posição, reafirmando (como faço sempre que posso)  a naturalidade com que vejo essa situação. Inconformado, ele me interrompeu: 

- Ah, Deus me livre! Juro que prefiro que meu filho seja drogado do que viado.  

Tsc-tsc-tsc. É só o que dá pra dizer diante de bobagem tão hedionda. 

Mas, posso ser bem sincera? O que me chocou MESMO na matéria de hoje é que essa instransigência burra eu poderia esperar de outro pastor qualquer, mas nunca de Silas Malafaia. O homem me decepcionou e desceu irreversivelmente no meu conceito. 

Como prova de que não sou tendenciosa, apesar de não seguir nenhuma religião, procuro saber um pouco de tudo por aí. E gostava de ver o pastor Malafaia falando, considerava seu discurso dinâmico e, de certa forma, quase isento das costumeiras arbitrariedades religiosas, praticadas especialmente entre evangélicos. Cheguei a pensar num post sobre isso até. Ainda bem que não o fiz, porque teria me arrependido. Ao ver Silas Malafaia enfiando homossexuais, cães e cadáveres no mesmo balaio, vejo que ele também está metido no mesmo balaio de diversos outros pastores ignorantes.   

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14/05/2009  - 15:00 h

Resolvi acrescentar um adendo a este post, já que o festival de barbaridades em torno do assunto continua, agora provocado pela igreja católica. 

A edição da Folha de São Paulo de hoje traz a seguinte matéria: CNBB reforça veto a padres homossexuais. Veja um trecho:


Sei lá, parece que estamos retornando aos mais recônditos porões da inquisição. Se já considerei absurda a postura do pastor Silas Malafaia, no caso dessa manifestação da igreja católica, então, prefiro nem encompridar o assunto. Basta dizer que muito possivelmente a pedofilia praticada pelos padres talvez fosse minimizada com o fim do ridículo celibato. Aliás, cá entre nós, se o celibato é tão fundamental, por que essa prevenção contra os homossexuais? Afinal, ninguém pode comer ninguém mesmo! 

Ignorância, ignorância, ignorância... E, lamentavelmente, vinda de "líderes espirituais". Parei com tudo.

 

terça-feira, 11 de maio de 2010

Falar bobagem tem limite. Será?

Definitivamente há coisas que a gente não deve falar. Tem hora em que o melhor é enrolar os quilômetros de língua e deixar tudo bem guardadinho dentro da boca pra não se meter numa saia justa. De tanto me estrepar, aprendi que o peixe morre mesmo é pela boca. Não que hoje em dia eu ainda não me complique com isso, mas vivo me policiando pra não me dar mal.

Já uma amiga minha não se emenda e seus foras homéricos nos rendem gargalhadas geniais (já falei dela aqui no blog antes, veja como é mesmo um caso perdido). Na semana passada ela foi com um colega corretor de imóveis visitar um ap duplex num prédio chiqueterrérimo. Olharam tudo e, na hora de ir embora, o tal colega disse que queria que ela visse também um outro apartamento no mesmo prédio. Pegou a chave na portaria e lá foram ambos conhecer o outro ap. Logo que entrou no quarto, a linguaruda disparou:

- Noooossa!... Mas que fedô!!!

Referia-se ao closet, com roupas femininas, que não tinha porta pra separá-lo do quarto. Disse que lá havia, entre tantas outras coisas, alguns casacos de pele, provavelmente a origem do mau cheiro. Não se contentanto em fazer o comentário ácido, ou melhor, catinguento, ela insistiu:

- Ah, Deus me livre! Maior cheirão de peido! Creeeedo! Não dá pra ficar aqui não!

Constrangido, o colega levou a finíssima pra conhecer a sala de estar. A boca de tramela não perdoou também:

- Meu Deus, que sofá horroroso! Quem mora aqui deve ser uma véia gagá, que trouxe o sofá do asilo, só pode ser!

Provavelmente já pela tampa com as observações da lady, o colega pegou um porta-retratos e mostrou a ela. Apontou uma menina na foto e informou: "Sabe quem é essa aqui? É minha filha. Esse apartamento é da minha irmã".

Hhhhhiiiiiiiii-ooooooonnnnn! Toma orelhuda!!!!

Sem a menor possibilidade de emendar esse soneto infeliz, a bocuda levantou um dedinho e com cara de órfã do Taiti disse apenas:

- Me perdoa por existir?

Diante disso não restou nada mais ao colega, a não ser cair na risada.

Mas há casos em que a falta de bom senso é absolutamente lamentável. Quando fui deixar um recado numa página de Orkut, me deparei com uma mensagem surreal. Uma doida justificava a ausência na festa de aniversário da minha amiga, dizendo que não foi, porque precisava dar atenção ao novo namorado.
Considerando que a festa consistiu num churrasco, que aconteceu ao longo de um dia inteiro, suponho que a tonta tenha ficado disponível pro marajá em tempo integral. Bom, até aí, tudo bem, vai. Afinal, é um direito dela preferir a companhia do rapaz, especialmente porque a paixão tá estalando de fresquinha. O problema está nas informações adicionais. Escreveu a moça, no Orkut da outra:

"Você é e sempre será minha melhor amiga, mas não dá pra bobear com namorado novo, né? Ele nem é bonito, mas tem uma BMW. E eu não quero ficar encalhada, então não posso descuidar. Você entende, né?"

 
Ô se é compreensível!... Trata-se apenas de uma pobre-periquita-louca-desgovernada, ora. Num guento.

O pior foi conhecer os detalhes sórdidos dessa história. Minha amiga contou que quando a burraldinha começou a sair com o tal namorado, ele estava se separando definitivamente da esposa e, portanto, só ficava com a tolinha durante a semana. Diz que o traste já estava separado de fato há um bom tempo, mas que continuava se encontrando com a ex, mesmo depois da mesma tê-lo processado por ter tomado umas boas porradas do bonitão (isso é, feioso).

Ah, me belisca! Isso já virou concurso pra eleger o imbecil do século, não é possível! Fico em dúvida sobre quem é pior: a ex, que aturou esse maleta durante anos, levou porrada e acabou se transformando em fast-fuck? O próprio, que foi um lixo de marido, um maricão que bate em mulher e, ainda por cima, posou de namoradinho depois de levar um processão no lombo? Ou a infeliz que escreveu o recadinho indiscretíssimo no Orkut e, mesmo sabendo da tramóia toda, ainda acha que o sujeito é mais especial que a bala que matou o Kennedy, só porque o cretino tem um carrão? Não tô pra isso não, pelamordedeus!

Pra completar minha indignação, casualmente vi na TV uma entrevista com a ex-Big Brother, ex-miss, ex-famosa e ex-pobretona Joseane Oliveira, que posou pela segunda vez pra Playboy. Um exemplo de que quando não se sabe o que dizer, o melhor é ficar calada. Questionada sobre seu retorno à mídia com a publicação das fotos na revista, a moça afirmou candidamente, com uma vozinha quase infantil:


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- Ah, tô muito feliz com as fotos, ficaram lindas! Todo mundo está ansioso pela minha volta, principalmente as crianças. Recebo muito carinho das crianças e de idosos também, sabe? Eles me adoram!
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Ô meu Deus do céu!... Que capacidade tem essa criatura  - que vai encher a ruela de grana só pra ficar com a chimba totalmente exposta -  de tornar a situação bucólica! Fala sério, vai!...


Tá legal, já sei que vão dizer que tô com inveja da moça, isso, aquilo e aquele outro...  Só porque essa fdp nem celulite tem (pelo menos o bom e velho Photoshop não deixa perceber) e é bonita mesmo? Nem tô! O que me incomoda, de verdade, é saber que a minha pobre ruela vai continuar só com o que tem de sobra na cabecinha da fofura.

Então... Tá vendo só como falar bobagem é uma coisa... É... Bom, ééééé... Uma cois... Ah, desdigo já tudo que falei antes. Falar bobagem, se você tiver uma chimba de ouro pra mostrar, não tem importância NENHUMINHA, tá?! Pronto, falei e tá falado.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mãe é ternura... E também pode ser um eterno pesadelo.

Vem aí o Dia das Mães. Que beleza! Almoços especiais  - em geral com as próprias cozinhando - reunindo a família toda, muitas flores, presentes... Comemoração pra todo lado, afinal, ainda que não se tenha a própria mãe, inevitavelmente sempre haverá uma por perto, seja sogra, tia, vizinha, colega de trabalho, enfim, elas estão em toda parte. O comércio também vibra e agradece, afinal, trata-se do segundo dia de maior importância comercial no calendário das festividades.

Tanto estardalhaço não é pra menos. Como diz a batidíssima citação, mãe é uma só, portanto, é fundamental paparicá-la até não poder mais, especialmente no seu dia. É claro que ela merece! Oras, por acaso acha que é moleza carregar um fulaninho no bucho durante nove meses? Sofrer com enjôos, passar por uma intervenção cirúrgica na hora do parto, iniciar a saga de milhares de noites sem dormir... Limpar xixi e cocô, levar vomitadinhas na cara, ensinar o danadinho a andar, falar, fazer gracinhas... Acompanhar o sujeitinho a todo momento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, deixando-o prontinho para o mundo... Dar de si tudo, tudinho mesmo, sempre com o objetivo de ver sua criação bem formada e completa. Mãe é mesmo singular. Não há no mundo quem tenha relação mais estreita com uma pessoa que sua própria mãe.

Eis aí o grande drama. Se a mãe tem tamanha importância para o bem, igualmente tem uma participação decisiva no que é ruim. Muito longe de serem perfeitas, conforme se idealiza, como seres humanos as mães também erram. Bastante e, às vezes, gravemente. Numa antiga postagem  - Carinho dispensa palavras -  falei um pouco sobre a ausência de carinho, quando afirmei que jamais recebi um beijo ou um abraço da minha mãe, falta que ela tentava compensar preparando comidas gostosas ou se privando de coisas importantes em meu benefício.

Nem sempre, porém, o problema limita-se ao esforço de relacionar alguns gestos com o afeto que não chega na forma usual. É complicado se dar conta do estrago emocional causado pelo sentimento básico de posse que muitas mães nutrem por seus filhos. Donas da situação, há mães que se ligam aos filhos através de um fio duplo: de um lado estabelecem a sujeição psicológica - por meio da intransigência e do excesso de autoritarismo-  e, de outro, promovem a total dependência. Não é fácil crescer numa casa onde você convive em tempo integral com uma mãe tirana e, por vezes, bem violenta.

E o que acontece com uma criança que passa por isso? Ela simplesmente não tem espaço, menos ainda escolha. Sobrevive e cresce vinculada a esse descuido emocional, que se refletirá ao longo de toda sua vida, caso não queira encarar (e procurar solucionar) o problema de vez. Aliás, nem sei se esse é um problema que pode ser superado definitivamente, sabe? Acredito, sim, que através de tratamentos adequados a gente possa amenizar os efeitos da tirania materna, mas fazer com que eles desapareçam completamente, acho impossível. Esse é um incômodo que vai ficando cada vez mais distante à medida em que a gente se desenvolve, mas inevitavelmente reaparece a cada frustração.

Depois de conviver uma boa parte da vida com a desvalorização vinda justamente de quem a gente espera apoio, não é fácil reunir os recursos necessários pra manter uma auto-estima inabalável. Daí é que se originam as grandes dificuldades em lidar com rejeições e até consigo mesmo, entre tantas outras consequências  - patológicas, inclusive.

É sobre essa inimaginável crueldade materna que fala o livro Feia, de Constance Briscoe, uma juíza inglesa de 52 anos, vítima de sérios abusos emocionais sofridos na infância. Passando fome, apanhando e ouvindo que era um "horrível desperdício de espaço", Constance relata sua atordoante história e conta como venceu esse sufoco. Após o lançamento do livro, a mãe da escritora a processou por causa da obra (que amoreco!). Perdeu.

"Terrível, mas também impressionante. Esperemos que a história de Constance inspire os jovens de todos os lugares não apenas a se agarrarem aos seus sonhos e torná-los reais, mas também a serem, eles próprios, melhores pais", diz a escritora inglesa Lesley Pearse sobre o livro "Feia".

Isso é o que desejo a todas as mães no próximo domingo. Além das felicitações, que como mãe sei o quanto são merecidas, que façam o possível pra dar de verdade o melhor de si a seus filhos. Não precisa ser a comida mais saborosa, nem a casa mais espetacular do mundo ou as melhores roupas e escolas do planeta... Basta que sejam simplesmente humanas e que aprendam a demonstrar isso. Que errem sim, mas que também entendam que podem (e devem) pedir perdão. Que ensinem, mas também se abram pro tantão de coisas que podem aprender com seus filhos. Criar e deixar para o mundo um ser realmente humano e bem resolvido é a única maneira de retribuir à altura a dádiva divina (além de assumir a enorme responsabilidade) de ser mãe.

domingo, 2 de maio de 2010

Zeca Pagodinho e eu, separados no berço

Finalmente com a casa em ordem, vou retomando minha agenda normal. Entre um montão de coisas que tenho pra fazer nos próximos dias, está minha nova ida ao cirurgião plástico pra resolver um problema que me aflige desde que me entendo por gente: acabar com os pavorosos sulcos nasogenianos. Ah, não ligou o nome à pessoa? Bigode chinês, minha gente! Aquela desgraça que deixa a gente com cara de boneco de ventríloco.

Isso sempre existiu na minha cara, mas depois dos 40 a coisa foi se acentuando de forma tal, que já me considero irmã gêmea univitelina do Zeca Pagodinho.



Pra conseguir um efeito bem prolongado e sem reações adversas, o cirurgião optou por fazer um auto-enxerto de gordura, num tratamento que consiste em três etapas. A primeira eu já fiz há três meses atrás, quando foram implantados 5 ml da minha própria gordura em cada lado do rosto. O procedimento é rápido, feito com anestesia local, mas vou contar um negocinho: dói. Dóiparacacete! Bom, na verdade acho que o que dói mesmo é a dita anestesia, sabe? Depois de anestesiado não é bem dor, mas uma aflição que dá quando a gordura é injetada. Aí você vai embora com a cara totalmente adormecida e fica rezando pra anestesia acabar logo, tamanha é a agonia de não conseguir sentir nem o próprio nariz. Depois de umas quatro horas o efeito do anestésico finalmente acaba e bate o sufoco, porque aí sim é que dói meeeeeeesmo! Não é uma dor absurda, mas incomoda bastante.

Também incomoda um pouco o jeito que a cara fica nos dois primeiros dias. Quando me olhei no espelho depois de algumas horas, me senti a própria Neytiri, de Avatar. Socorro, socorro, socoooooorro! E se minha cara ficar assim pra todo o sempre? Caraca, olha o que é que eu fui fazer!... Pra meu consolo, as pessoas minimizavam a situação: "Ah, não tá ruim não, sua boba! É só um inchadinho, logo passa! Se você não dissesse que fez alguma coisa, nem dava pra perceber". Hum, então tá. Mais confiante e com meu apetite restabelecido, pedi um lanche por telefone. Quem veio entregar foi o próprio dono da lanchonete. Basta dizer que o homem olhou pra minha cara e riu. ELE RIU, tá bom assim? Sem maiores explicações só disse a ele que não reparasse, que aquilo era coisa de mulher. Quase gargalhando ele disse que já sabia, porque tinha uma mulher doida também. Ah, felodapeuta!...

Bom, doendo ou não, ficando esquisito ou qualquer coisa parecida, vou lá cumprir a próxima etapa desse martírio em que me enfiei. Agora será repetido o mesmo procedimento e daqui a três meses o tratamento será finalizado com a aplicação do famoso ácido hialurônico. Só quero ver como é que vou ficar, porque até o momento não vi quase nenhuma diferença.

Pros naturebas de plantão aviso logo que também sou contra grande intervenções, que modificam a fisionomia da pessoa pra melhor ou pra pior, tanto faz. Pelo menos pra mim não seria nada legal me olhar no espelho e não me reconhecer mais, mesmo que eu ficasse com a cara da Ana Paula Arósio.

Também acho que envelhecer é a coisa mais natural que existe e esse é um processo desejável até, demonstra que nosso organismo está funcionando normalmente. Acho um horror pessoas esticadas, com Botox até dentro do olho, com suas expressões absolutamente comprometidas. Mas penso que faz um bem danado pra nossa auto-estima dar um retoquezinho aqui e outro ali, especialmente se for pra melhorar coisas que nos incomodam demais. Muito mais especialmente ainda se isso for absolutamente "de grátis", como é meu caso, já que o cirurgião é amigo do meu marido (santo japa!) e fez questão de não cobrar nada.

Mas vamos combinar que um bisturizinho, às vezes, é a salvação da lavoura, não é não? Porque truques de maquiagem e de iluminação, photoshop e outros babados que camuflam a realidade têm limites. Deixo aqui algumas imagens pra que se reflita a respeito...