quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cercada de bandidos por todos os lados!



Ainda não voltei de vez, mas precisei vir agora pra dizer que esse mundo está uma bosta. Todos os dias recebo e-mails criminosos:

. Atualização de cadastro do banco Itaú - onde não tenho (nem nunca tive) conta;

. Sinto sua falta! - de rementente que nunca ouvi falar na vida;

. Dona Gabriela Vidente (!!!!!) - dispensa maiores comentários.

São dezenas de golpes, é terrível fazer a triagem na hora de abrir e-mails. E, sinceramente, acho um absurdo ter que viver fazendo isso. Taquelavida, nem no aconchego da minha caixa de entrada tenho sossego!...

Tem também flanelinha maldito por todo lado, gente com receitinha de remédio batendo na porta de casa, mensagens via celular (já me avisaram até que fui sorteada para o avião do Faustão!), enfim, uma extorsão atrás da outra.

Mas hoje foi o fim, tentaram me aplicar o golpe do sobrinho.

É assim:

O fdp te liga (a cobrar, lógico) e vai logo mandando: "Oi tia!"...

Você, encafifada, logo pergunta quem é. E ouve: "ué, tia, é seu sobrinho mais velho, não lembra não?!".

Já convicta de que tratava-se de um morfético de um bandido (não tenho sobrinho com aquela voz e, muito menos, que me ligaria dessa forma), dei um pouco mais de corda pra ver qual era o babado:

- Tudo bem?

- Ih, tia, mais ou menos!... Você não sabe o que aconteceu... Peguei o carro de um amigo emprestado e dei uma batida feia. De todas as oficinas onde levei a mais barata cobra R$ 3.900,00 pelo conserto, acredita?

- Puxa! Mas onde é essa oficina?

- É no centro.

- Centro de onde?

- Ah, tia!... No centro da cidade, né?!

- De que cidade?

- Tia!... São Paulo, né?!
(não tenho sobrinhos em São Paulo com idade para dirigir)
 

- Ok. Imagino que você esteja querendo que eu deposite o dinheiro na conta de algum amigo seu, já que a sua está com problemas, não é? Mas farei melhor: vou até aí te levar pessoalmente, JUNTO COM A POLÍCIA, tá seu bandido #$%*%$#*%$, #$%*%$#*%$ e #$%*%$#*%$?!

- NÃO!!!! Pera ti...

Tu-tu-tu-tu-tu...

Aí, quando se fala que bandido bom é bandido morto, a turma dos direitos humanos se descabela. Pode?!

Ilustração: Thiago Hoisel

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dando um tempo geral...


Acho que tem hora pra tudo nessa vida. Hora de começar, hora de parar, hora de retomar as coisas se a gente achar que deve...

Já há uns meses venho pensando bastante sobre isso e acho que chegou o momento de dar um tempo geral na Internet. Tem um montão de coisas exigindo minha dedicação total, mas que acabo deixando de lado. Só que agora não dá mais pra empurrar com a barriga.

É mudança pra casa nova, faculdade, cuidados comigo mesma, enfim, uma porção de coisas que quero (e preciso) fazer, mas acabo não encontrando um tempinho bacana pra elas.

Chegou a hora de fechar os olhos e a boca para as minhas loucas divagações, arrancar esses bobes da cabeça, sossegar a mente um bocadinho e me reciclar. Aqui no blog andei passeando pelas postagens que fiz ao longo de todos esses anos e revi muita coisa que gostei bastante de escrever, além de abordagens que hoje parecem não ter mais muito sentido pra mim. Até por isso é legal reformular tudo. Novas ideias, um novo jeito de me expressar, sei lá... Vamos ver o que acontece.

Isso não é um adeus. Este espaço é muito importante pra mim, então não vou abandoná-lo. De repente, me dá na louca, venho e escrevo antes até de completar a reciclagem que estou querendo, vai saber...

Mas, por enquanto, é isso. Fico por aqui, agradecendo demais pela atenção que recebi até agora, por todos os que resolveram me acompanhar mesmo sem ter deixado comentários e, muito especialmente, aos que estiveram comigo desde sempre, rindo, chorando, me apoiando, enfim, sempre ao meu lado. Não vou citar nomes, mas os comentários nas postagens os revelam. Pessoas incríveis, que pretendo continuar seguindo também. 

Nesse período de pausa responderei a todos os e-mails que quiserem me enviar, ok? Endereço no contato aí ao lado.

Um beijo enorme pra todos e até outra hora...

E não se esqueçam de mim, fafavô!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Toda mulher tem o homem que merece



Primeiro considere o título do post de maneira mais abrangente. Na verdade acho que toda pessoa tem a companhia que merece. Mas, provavelmente por influências diversas (formação, mídia, aspectos culturais em geral), sem dúvida a mulher é quem mais embarca em canoa furada.

Você já deve ter ouvido um montão de vezes: "Ih, mas fulana tem dedo podre pra homem!... Se mete com um pior que o outro!". Não acredito nesse tal "dedo podre" não. Acredito em péssimas escolhas ou encaminhamentos desastrosos nos relacionamentos.

Pra começar tem mulher que entra em roubada assim, de graça. Ao se envolver com um homem já comprometido, por exemplo, é óbvio que não pode esperar grande coisa da parte dele. Nem falo sobre a canalhice de sujeito maluco por um "fast-fuck" básico fora de casa; o problema é de ordem prática mesmo, neguinho é um só, como vai dar conta satisfatoriamente de duas ou mais mulheres? Olha que mulher é bicho complicado, hein? Uma só já é dose e dá um trabaaaalho!

Tem também a "fadinha", que acredita piamente na habilidade de mudar um traste. E enquanto o "plim" salvador da varinha não funciona, arranja justificativa pra tudo que é desqualificação do infeliz:



. Vagabundo: "Ah, coitado!... Todo santo dia, depois das duas, sai pra procurar emprego e não acha nada, acredita?!"

. Bebum: "Ele é ótimo. Só me enfia a mão na cara quando bebe... Fora isso, não tenho queixa."

. Galinha: "Ai, sabe como é homem, né?... Essas piranhas ficam dando mole!"

. Pão-duro: "Nunca ganhei presente de aniversário. É que ele é distraído pra essas coisas, sabe? Também, com tanta preocupação na cabeça!..."


Enfim, há mulheres que alimentam ilusões uma vida inteira. Não percebem que sucesso nos relacionamentos depende única e exclusivamente de ATITUDE. Também, não é pra menos. Além da inquestionável cultura machista que dita regras ainda hoje, há também outros fatores que contribuem significativamente para os péssimos rumos dados às relações.

A mídia, por exemplo, tem grande parcela de culpa nisso. "Enlouqueça seu homem com tal perfume", garante uma matéria. "Atraia seu gato com uma lingerie sensacional", diz outra. Mensagens que contribuem para uma das mais perversas carências: a aprovação do outro.



Entre ter dignidade e ter um relacionamento que machuca o que você escolhe?

Muitas vezes a mulher não se dá conta de que, ao se desdobrar para agradar ilimitadamente um homem, está é se desmerecendo e acabando com as chances de construir uma relação bacana. Cede aqui, cede ali, sempre morrendo de medo que o sugador de alma a deixe na mão.

O pior é que isso se processa mais ou menos assim:

NA CABEÇA DELA:
Faço o que posso e o que não posso para agradar esse homem.

NA CABEÇA DELE:
Ela faz o que eu quiser. Está desesperada.

É legal encarar as próprias dificuldades, até aquelas que a gente se envergonha de admitir pra si mesma. TODA mulher já se sentiu constrangida por parecer carente demais. TODA mulher já teve um homem a seus pés, que sumiu no instante em que ela cedeu. TODA mulher sabe o que é se sentir desvalorizada. 

Não sou diferente de ninguém e também já me meti em algumas frias. Mas se tem uma coisa da qual posso me orgulhar, é que sempre soube sair delas a tempo de não me estrepar irremediavelmente. Nunca abri mão de amigos por causa de um relacionamento afetivo. Também jamais coloquei em segundo plano minha carreira, nem as coisas que gosto de fazer. Não fiz, não faço e com a boca cheiona, afirmo que jamais farei concessões que me violentem só pra manter um homem ao meu lado. Não tolero, em hipótese alguma, humilhação e desvalorização. Não suporto desrespeito só pra não ficar sem a companhia de alguém que evidentemente não me merece se não me trata com consideração.

O primeiro presente que ganhei do japa veio dentro da sacolinha plástica da loja onde foi comprado. Assim, sem pacote bonitinho, cartão, nada. Foi a única vez que isso aconteceu, porque nesse instante o informei de que não tinha obrigação de me presentear, mas que quando o fizesse, caprichasse mais. O valor da coisa não importa, o que interessa é como a coisa chega, a dedicação que foi dispensada, não é não?

Não existe fórmula mágica, nem mulher melhor ou pior. Pode ser feia ou bonita, gorda ou magra, rica ou pobre, inteligentíssima ou uma anta, tanto faz. Fato é que quem se comporta como um capacho, toma pisada a vida inteira, não tem outro jeito.