sábado, 2 de fevereiro de 2013

Finalmente um batom que dura um montão de tempo. MESMO!


Sou fissurada por produtos de maquiagem, especialmente por batons. Acho que já experimentei centenas de marcas, tipos e cores. Minha busca frenética tem sido por um batom de longa duração e textura bacana ao mesmo tempo, com aparência de recém aplicado depois de várias horas e sem deixar os lábios ressecados. Finalmente ACHEI!!!



Testei e aprovei o SUPER STAY 24 HORAS, da Maybelline, definitivamente o melhor batom que já usei até hoje. A embalagem vem com dois produtos diferentes - numa extremidade o pigmento, com aplicador de esponjinha, como se fosse um gloss, e do outro lado um hidratante, que pode ser usado o dia inteiro e dá a aparência de batom novinho na boca.




Primeiro você aplica a cor e duvida que o treco vai ficar grudado de verdade. Mas é só esperar dois minutos e pronto, pode até passar a mão por cima que ele não sai e não borra. Só que nessa primeira etapa há um certo desconforto, a boca fica grudando. É por isso que depois dos dois minutos de espera é necessário passar o hidratante, que neutraliza a sensação de boca grudando, dá um brilho bacana e mantém os lábios hidratados de verdade. 


Para remover o batom antes do prazo de duração é preciso usar um demaquilante bifásico, tipo esse (que custa em média R$ 15), já que os demaquilantes aquosos não resolvem.

O batom custa em média R$ 40,00 e tem 12 cores disponíveis, todas bonitas e discretas (eu achei): 



Acredite se quiser, o batom gruda MESMO e por um tempão. Passei o meu de manhã, lá pelas 9 horas; depois disso já comi, bebi, limpei a boca em guardanapo, escovei os dentes e até beijei o japa, e o danado continua bonitão.

Aliás o japa também aprovou:- Ufa! Até que enfim você não me deixa com a boca melecada e cara de viadinho... Olha que ignorante! Credo.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A mulher desse cara NÃO sou eu



Se tem algo aporrinhando minhas ideias atualmente é a última pérola criada pelo meu amigo Roberto Carlos, a chicletuda "Esse cara sou eu". Como se "Ai, se eu te pego" e "Ex mai love" já não tivessem feito um estrago daqueles, o rei resolveu caprichar no sadismo. E dá-lhe grude mental, meu-deus-do-céu!

Não sei o que é pior: o atordoamento cerebral que a música provoca ou a mensagem que ela transmite. Composição machista, pretensiosa, tolinha. Vê lá se tem mulé que guenta isso:

"...E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama
Esse cara sou eu"

Ah, mas não MESMO. Vem me acordar no meio da noite com melemelê verbal, vem pra ver o que acontece! Gosto de romantismo sim, mas na hora certa, dá licença. E vamos combinar que um homem que faz as coisas da música do rei só pode ser banana ou hipócrita. Bom, meu feeling aponta pra segunda alternativa. Conversa mole, isso sim.

Penso que está mais que na hora da mulherada deixar pra lá a ideologia nonsense dos contos de fadas e olhar em volta pra valer. Príncipe encantado não é solução pra carências, nem ingrediente essencial pra se viver um sonho bacana. Eu vou é de lobo mau, que é mais honesto, pelo menos.  Enquanto as princesas dormem, as bruxas VOAM. 

É isso aí, bicho... São tantas emoções!


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O tempo voa!



"Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."
(Carlos Drummond de Andrade)

É isso aí, daqui pra frente, tudo vai ser diferente, bicho. Vou encerrando 2012 com uma das maiores e melhores histórias que terei pra contar pela vida afora. E certa de que, quando a gente acredita de verdade, mesmo, mesmo, mesmo, tudo que é ruim passa mais rápido do que se imagina.

Fiz a cirurgia para retirada da mama em 02 de novembro, ocasião em que estava carequinha, sem sobrancelhas e cílios, inchaaaaaaaaada e pálida de dar dó - e olha que naquele dia até que eu tava me achando bonitinha, pode?! Hahaha!!! Depois, em  03 de dezembro fiz uma nova pequena cirurgia pra retirar parte do mamilo que havia sido preservado, mas não foi pra frente (paciência, isso tem conserto logo logo).

Agora tudo está ficando legalzinho de novo e já me sinto absurdamente melhor em todos os sentidos. E olha o cabelinho chegando aí, geeeeeeeeeente! Ah, sobrancelhas e cílios melhores que antes, viu? Muito bom!

Então, se você estiver enfrentando algum sufoco agora, seja ele qual for, faça sua parte bem direitinho e acredite: VAI PASSAR RAPIDÃO!!!

:)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Saindo do casulo


"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar."

(August Strindberg)





Ter que encarar um câncer não é refresco pra ninguém, claro. Desde a suspeita confirmada pelo triste diagnóstico até o final do tratamento rolam dúvidas imensas, medo e muitas - mas MUITAS mesmo - lágrimas. São meses em que a gente passa por um turbilhão de sensações, precisando aprender a conviver com mudanças drásticas no corpo e na vida. Foi aí que percebi que todo mundo que passa pela quimioterapia fica com mesma cara. Sem cabelos, sobrancelhas e cílios, peles pálidas, um tantinho inchados e com sorrisos resignados, homens e mulheres, jovens ou mais velhos, são absolutamente todos iguais. E não é que fiquei a cara do Gianecchini, quando o moço também enfrentou o perrengue?!

Nunca tinha me passado pela cabeça que justamente essa "igualdade" traria uma das experiências mais bonitas pelas quais já passei. Não falo da conquista pessoal de estar vencendo a doença e refazendo minha vida, fatos obviamente fundamentais pra mim e pra qualquer um que passa por tudo isso. O que me deixou muito encantada foi algo que aconteceu na última vez em que estive na clínica de oncologia, há uns dias atrás. Entrei cumprimentando a todos como sempre (e mais feliz do que nunca, porque já estava operada) e na sala de espera havia algumas pessoas que eu não conhecia, mas que retribuíram meu cumprimento com sorrisos largos. Uma das moças que aguardava veio me perguntar se minhas sessões de quimio tinham terminado, contando, animadíssima, que já estava finalizando seu tratamento. Só aí reparei que se tratava de uma das pacientes que passaram por sessões ao meu lado, durante meses. Era uma moça de olhos tristes, peruca descabelada, muito abatida. Caramba, agora está linda, com o olhar iluminado, se transformou em outra pessoa! Foi aí que me dei conta de que muitos dos que aguardavam ali naquele momento também estiveram comigo nas sessões e não os reconheci.

Me convenci, então, que "outra pessoa", na verdade, a gente se torna só enquanto está sendo tratado, sabe? Parece que entramos em casulos, escondendo nossas identidades temporariamente. Que coisa linda tem sido ver esses casulos se desfazendo e descobrir a individualidade de cada companheiro meu de sufoco! Assim como eu, todos, finalmente, começam a recuperar suas próprias fisionomias, a se reencontrar enquanto pessoas únicas que são. Logo me vem na cabeça: ahááá, então é assim que você é de verdade, né?! Legal demais ver todo mundo refeito, saudável de novo, inteiro e, acima de tudo, FELIZ!