Assim, absolutamente desencanadas e ansiosas por diversão, entramos as quatro juntas num elevador apertadíssimo, onde o único jeito é brincar de "como está, fica". Só que mulher quieta num único lugar é missão quase impossível. Ainda que não se possa mover um músculo, os olhinhos passeiam por todo canto. De repente, um grito: "AAAAAAAAAAHHHHHH!... UMA BARATAAAAAAAAA!!!". Em fração de segundos, mais três gritos: "AAAAAAAAAHHHHHH!... SOCORRO! ONDE? OOOOOOONDEEEEEEEE???". Outra fração de segundos e as quatro já estavam amontoadas num único canto do elevador, que a essa altura já tinha espaço pra mais meia dúzia de pessoas. Nem preciso dizer que, embora nosso destino fosse o quarto andar, esse foi o trajeto mais demorado das nossas vidas.
Pô, barata dentro do elevador é sacanagem demais! Isso só prova minha teoria de que esse ser repugnante evolui mais a cada dia e aprimora suas estratégias de vingança contra os humanos.
O Q.I. da barata só pode ser elevadíssimo, por isso seu poder tático jamais deve ser subestimado. Trata-se de um ser vingativo, que tem um coração transbordante de ódio pelas pessoas e uma resistência indevassável. Não é à tôa que o bicho sobreviveu aos milhões de anos de existência da Terra e não sucumbiria nem em meio a um holocausto nuclear.
Concluí que as baratas hibernam só pra bolar novas estratégias bélicas, que deixariam Hitler parecer um tolinho. Confinadas em bunkers equipados com a mais alta tecnologia científica, passam o inverno todinho armando ciladas surpreendentes, como aparecer dentro de um elevador lotado só de mulheres, por exemplo. Onde já se viu isso?!
Além de praticamente indestrutível, o bicho ainda é místico e pressente sua presença. E mais: prevê sua presença e percebe, sei lá como, que você se borra de medo dela. Por isso, de tão destemida e atrevida que é, jamais titubeia em ir diretamente ao seu encontro, principalmente se for voadora. E mais principalmente ainda se a vítima for uma mulher tão cagona quanto eu.
Aí lá vem a tal conversa: "Barata não dá medo, dá nojo". Ah é? Pois confesso: tenho nojo de barata sim, mas, acima de tudo, tenho medo, MEDO!!!! Aliás, por pior que seja seu aspecto e por mais que saiba que a nojenta anda pelos buracos mais imundos do planeta, a safada se apresenta sempre limpinha, repleta de uma queratina reluzente. Se enfia no esgoto pra ver como é que você vai sair de lá... Acha que sai todo pimpão e garboso como a barata?
Por tudo isso o poder de fogo dessa inimiga implacável tem que ser respeitado e, mesmo com o cabelo em pé, exterminá-la é tarefa que não se deve delegar a ninguém, principalmente se for um homem. Em geral, pra exibir sua autoconfiança típica de macho e ridicularizar o pavor da mulher, o homem sempre irá enganá-la, dizendo que o bicho já está morto ou foi embora. Uma mulher esperta jamais deve se fiar nesse papo e tem que determinar a condição imprescindível pra encerrar o assunto de vez: a apresentação do cadáver. E aproveitando que o homem fez a gentileza de trucidar o bicho, que desove o cadáver também.
É isso aí, homem que é homem mata barata com o pé e, bem valentão, ainda cata o bicho pela anteninha (bleeeeeeeeergh!!!!). Medo de barata é mesmo coisa de mulherzinha. E o vídeo abaixo não deixa nenhuma dúvida quanto a isso... Hihihi!!!
domingo, 26 de outubro de 2008
Barata: respeito antes da chinelada!
Assim, absolutamente desencanadas e ansiosas por diversão, entramos as quatro juntas num elevador apertadíssimo, onde o único jeito é brincar de "como está, fica". Só que mulher quieta num único lugar é missão quase impossível. Ainda que não se possa mover um músculo, os olhinhos passeiam por todo canto. De repente, um grito: "AAAAAAAAAAHHHHHH!... UMA BARATAAAAAAAAA!!!". Em fração de segundos, mais três gritos: "AAAAAAAAAHHHHHH!... SOCORRO! ONDE? OOOOOOONDEEEEEEEE???". Outra fração de segundos e as quatro já estavam amontoadas num único canto do elevador, que a essa altura já tinha espaço pra mais meia dúzia de pessoas. Nem preciso dizer que, embora nosso destino fosse o quarto andar, esse foi o trajeto mais demorado das nossas vidas.
Pô, barata dentro do elevador é sacanagem demais! Isso só prova minha teoria de que esse ser repugnante evolui mais a cada dia e aprimora suas estratégias de vingança contra os humanos.
O Q.I. da barata só pode ser elevadíssimo, por isso seu poder tático jamais deve ser subestimado. Trata-se de um ser vingativo, que tem um coração transbordante de ódio pelas pessoas e uma resistência indevassável. Não é à tôa que o bicho sobreviveu aos milhões de anos de existência da Terra e não sucumbiria nem em meio a um holocausto nuclear.
Concluí que as baratas hibernam só pra bolar novas estratégias bélicas, que deixariam Hitler parecer um tolinho. Confinadas em bunkers equipados com a mais alta tecnologia científica, passam o inverno todinho armando ciladas surpreendentes, como aparecer dentro de um elevador lotado só de mulheres, por exemplo. Onde já se viu isso?!
Além de praticamente indestrutível, o bicho ainda é místico e pressente sua presença. E mais: prevê sua presença e percebe, sei lá como, que você se borra de medo dela. Por isso, de tão destemida e atrevida que é, jamais titubeia em ir diretamente ao seu encontro, principalmente se for voadora. E mais principalmente ainda se a vítima for uma mulher tão cagona quanto eu.
Aí lá vem a tal conversa: "Barata não dá medo, dá nojo". Ah é? Pois confesso: tenho nojo de barata sim, mas, acima de tudo, tenho medo, MEDO!!!! Aliás, por pior que seja seu aspecto e por mais que saiba que a nojenta anda pelos buracos mais imundos do planeta, a safada se apresenta sempre limpinha, repleta de uma queratina reluzente. Se enfia no esgoto pra ver como é que você vai sair de lá... Acha que sai todo pimpão e garboso como a barata?
Por tudo isso o poder de fogo dessa inimiga implacável tem que ser respeitado e, mesmo com o cabelo em pé, exterminá-la é tarefa que não se deve delegar a ninguém, principalmente se for um homem. Em geral, pra exibir sua autoconfiança típica de macho e ridicularizar o pavor da mulher, o homem sempre irá enganá-la, dizendo que o bicho já está morto ou foi embora. Uma mulher esperta jamais deve se fiar nesse papo e tem que determinar a condição imprescindível pra encerrar o assunto de vez: a apresentação do cadáver. E aproveitando que o homem fez a gentileza de trucidar o bicho, que desove o cadáver também.
É isso aí, homem que é homem mata barata com o pé e, bem valentão, ainda cata o bicho pela anteninha (bleeeeeeeeergh!!!!). Medo de barata é mesmo coisa de mulherzinha. E o vídeo abaixo não deixa nenhuma dúvida quanto a isso... Hihihi!!!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Coisinhas (muito!) irritantes
Hoje levei o maior baile de uma embalagem, que não abria de jeito nenhum. Mas que raio se passa na cabeça dos fabricantes que colocam aquele fiozinho plástico nas embalagens e se limitam a um simples "abra aqui"? A coisa é simples assim? Não.
Primeiro que você não acha a maldita ponta do fiozinho. Passa unha pra cá, cutuca pra lá e nada da porcaria aparecer. Quando finalmente encontra e vai puxar, cléc! A desgraça arrebenta. Aí a embalagem ficará eternamente fechada, a menos que você meta uma faca ou uma tesoura nela. Foi o que precisei fazer hoje com um pacote de bolacha. Depois de milhões de tentativas de encontrar a ponta do maldito fiozinho, "calmíssima" que já estava, mandei uma tesourada no pacote. Resultado: bolacha voando pra todo lado.
Aposto que se olhasse melhor as instruções da embalagem, encontraria o seguinte: "Abra aqui... Se conseguir, seu trouxa! kkkkk!". Ou então "O homem de bom coração que conseguir abrir esta embalagem será o novo rei da Inglaterra". Tá certo... Deixa estar, que o mundo é redondinho.
Outra coisa que odeio é etiqueta de roupa que pinica. Aliás, todas as etiquetas pinicam. O jeito é cortar essas desgraças e depois pagar o maior mico de vestir a roupa do lado errado. Sem contar com os rombos que podem acontecer em roupas novinhas, na vã tentativa de se livrar da desgraça.
Minha mente não é perturbada (será?), nem tenho mania de perseguição. Mas depois de tanto lutar contra esses problemas de embalagens e sentindo até a alma coçar por causa das famigeradas etiquetas, concluo que os fabricantes fazem tudo de propósito, só pra rachar o bico com o desespero de consumidores incautos como eu. No caso das etiquetas, observei bastante e concluí o seguinte:
1) Toda etiqueta é costurada 300 vezes no mesmo lugar, com a clara intenção de que você nunca, jamais, never, em tempo algum consiga arrancar a desgraçada da peça;
2) As etiquetas têm vida própria e são bem temperamentais. Assim, quanto mais cara e mais cheia de nhenhenhem for a roupa, mais difícil será arrancá-la de lá;
3) Etiquetas maiores são mais amigas e mais fáceis de serem retiradas. Já as menores e supostamente meigas, são as mais perigosas e piniquentas;
4) O fabricante que costura a etiqueta bem na pontinha e junto com a costura da própria roupa deveria ser submetido a um pelotão de fuzilamento;
5) Pra quê etiqueta numa calcinha, my God, pra quê? Só pra gente ter que cortar, arregaçar a calcinha nova e ainda ficar com aquela pontinha empipocando a bunda da gente;
6) Etiquetas são produzidas com um único objetivo: dar coceira. Ponto.
E pensar que ultimamente não basta uma única etiqueta na roupa. Com a clara intenção de enlouquecer o consumidor, os fabricantes pregam centenas de etiquetas na mesma peça, dando a sensação de que você caiu num formigueiro, tal e qual o injustiçado Negrinho do Pastoreio.
Tá me achando uma xiita bem fundamentalista? Isso porque ainda nem falei o que penso sobre os manuais de instruções de aparelhos em geral...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Mulheres machistas
Há alguns dias atrás recebi o e-mail de uma leitora que gostaria de saber minha opinião sobre uma questão que espantosamente ainda atormenta a cabecinha de muitas mulheres: sexo já no primeiro encontro é legal? Me contou que se encontrou com um sujeito e na empolgação foi pra cama com ele logo de cara. Foi bom, se sentiu muito bem na hora, mas o resultado disso foi o sumiço da criatura. Nem vestígio do infeliz encontrou mais no dia seguinte. Por isso se tortura, considerando que agiu mal, inclusive respaldada pelos comentários das amigas, que a condenaram por ser tão impetuosa e não se valorizar devidamente.
"Mais patético do que homens machistas, só mesmo mulheres machistas também. Até quando vão achar que pra serem respeitadas devem se privar de viver plenamente tudo o que querem?"
Quer mesmo saber minha opinião? Então tá, vamos lá. Penso que a moral de uma mulher não se mede pelo tempo que ela leva pra topar ir pra cama com alguém, mas por coisas muito mais profundas e relevantes de verdade.
Acho que antes de ficar encafifada, se sentindo a maior depravada do planeta, seria melhor que ela parasse pra analisar o tipinho com quem teve a infelicidade de dividir um momento tão especial. Será que valeu a pena perder um tempo precioso com alguém tão preconceituoso, machista e atrasado? Fala sério, que importância tem o que o porcaria pensou ou deixou de pensar depois? Tem algum cabimento ter a coragem de se sentir culpada por causa do lixo que estava tão louco por sexo quanto ela e agora a despreza? Esse infeliz não passa de um babaca, que merece se relacionar apenas com mulheres tão hipócritas quanto ele e, conseqüentemente, equilibrar o monte de chifres que inevitavelmente vai carregar nessa cabecinha provinciana e limitada.
Pior que isso, no entanto, foi a opinião das amigas. Caramba, mais patético do que homens machistas, só mesmo mulheres machistas também! Até quando vão achar que pra serem respeitadas devem se privar de viver plenamente tudo o que querem? Por que um homem pode (e até deve) sentir desejo sexual quando bem entende e a mulher não? Decência, minhas caras, se mede por atitudes sinceras e espontâneas. Indecente e sem valor nenhum é quem passa a vida fingindo e vivendo à sombra de convenções ridículas e sem nenhum fundamento.
É incrível como as próprias mulheres se sabotam com atitudes e pensamentos que sempre as colocam abaixo dos homens. As mulheres não se dão conta de que são as maiores perpetuadoras do machismo. Machinhos saem prontos de casa, fabricados com carinho e amor por mães que não se dão ao respeito enquanto mulheres e seres humanos que são. Filhinhas aprendem ainda hoje com mães machistas que seu bem-estar e sucesso dependem de algumas atitudes esteriotipadas, do tipo sentar de perninhas fechadas, ser bem educadas em tempo integral, submissas, cordatas e suaves até na maneira de falar.
Posso garantir que como mãe de um cara de 23 anos faço a minha parte. Desde a mais tenra idade o sujeito ouve de mim que lavar uma louça, por exemplo, não fará com que o pênis dele caia podre no chão. Que homem de verdade é aquele que não enfrenta tempo ruim, se vira e é auto-suficiente. Que pra ser homem, acima de tudo, precisa saber compreender e respeitar as outras pessoas através de conceitos consistentes e valores reais.
Me dá nos nervos ter que discutir esse tipo de assunto ainda hoje. É gente morrendo de fome e assassinada pra todo lado, é um sistema político totalmente corrompido, é o caos da civilização e eu aqui, falando de bobagens tão óbvias e ultrapassadas. Ah, dá licença, né?
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Fábrica de sonhos
Um filme trash não é necessariamente ruim, apenas exige um estado de espírito que permita enxergar a obra com olhos sarcásticos o suficiente pra se deixar levar pela história.
Ontem assisti "Lenda Urbana", um suspense obviamente previsível e bastante reprisado, mas muito divertido sob o ponto de vista analítico. O final da história é estarrecedor. Não pelo fator surpresa, ao contrário. É que o óbvio chega a ser tão escancaradamente ululante, que me deixa boaquiaberta.
No exato instante em que a vilã (melhor "amiga" da mocinha, que não sabia da trairagem da outra, lógico) ía dar o golpe de misericórdia no casalzinho sobrevivente a uma série de assassinatos, a policial que tentou matá-la sem sucesso e levou uma azeitona na barriga por causa dessa incompetência, antes do provável último suspiro, manda um tiro que acerta no braço da malvada. Esta, por sua vez, mais malvada ainda depois de tomar o pipoco, parte furiosa pra cima do casalzinho, que inadvertidamente não aproveitou essa confusão pra evaporar dali. A mocinha, num ímpeto tardio de agilidade, se apodera da arma que estava no chão e manda um balaço no peito da malévola, que, com o impacto, é jogada janela abaixo e se estatela no chão. Mal sabia o casal apaixonado que a vilã era de borracha... Depois de um longo beijo (!!!), já dentro do carro e fazendo planos para o futuro, são atacados pela doida que estava no banco de trás (the big surprise!). E a mulher tava com tudo! Tiro no braço, rombo no peito, fraturas múltiplas pela queda, tudo bobagem. Finalmente, após a ação calculada com exatidão pelo mocinho em questão de segundos, a diabólica é arremessada pelo vidro do carro e vai direto pro rio, onde comprovadamente é dada como morta por estar boiando. E não é que no final, depois de passados alguns anos, a mesma maluca aparece de novo? E dá-lhe Lenda Urbana 2, 3, 4... 549.
Aí fiquei pensando que em Hollywood as regras foram feitas pra ser quebradas. Olha só:
. Quando um vilão aparece morto, NUNCA ESTÁ. Mas não se preocupe, porque o herói sempre verá quando ele está chegando - mesmo estando de costas. E ainda que não o veja, ao ser supreendido pela morte eminente, contará com o auxílio decisivo da mocinha ou do coadjuvante feio e bobão, que irão acabar com a raça do malvado;
. O telefone toca. O herói/mocinha atende. "Aló. Sim. Ok. Obrigado." (tempo total da conversa: 5 segundos; e sem tchau, porque nos filmes ninguém se despede nunca). Em seguida, o herói/mocinha se vira para o coadjuvante: "Era Backer. Ele disse que Kate foi para o escritório há mais ou menos uma hora. Ela já deveria estar lá agora. Ele ligou pra lá, mas ela não está. Ele também ligou para John e ele ainda não a viu. Você sabe como a Kate é difícil. Ele disse que se não conseguir encontrá-la, vai chamar a polícia. É melhor irmos pra lá, rápido!" (aliás, às avessas, isso me lembra do meu irmão... Depois de passar uma hora falando com alguém, quando a gente pergunta "E aí, o que ele disse?", o espírito de porco responde ultra-sinteticamente: "Ué, nada!". Ai, ai, ai, ai-ai!);
. O modo mais eficiente de salvar uma vítima de parada cardíaca (bem melhor que o uso de desfibrilador) é gritar coisas como "Você nunca desistiu de nada na sua vida, Carol! Agora lute, LUTE!" ou "Não faça isso comigo, Carol. Eu te amo, droga!" (quase sempre isso dá um excelente resultado, o SAMU deveria adotar essa medida prática e eficiente com urgência. Opa... Peralá! Só que tem um médico que não estará autorizado a usar a segunda alternativa do método "jamé", a patroa aqui não permite);
. Quando estrangeiros (especialmente latinos) aparecem nos filmes americanos, falam inglês perfeitamente, mas NUNCA aprendem a falar sir ou thank you... Dizem señor e gracias;
. Toda fechadura pode ser aberta por um cartão de crédito ou por um clipe de papel. E os cofres dos maiores bancos do mundo são vulneráveis a qualquer gatuno com estetoscópio;
. Uma pessoa atingida por um tiro morre sempre na hora. O corpo nunca sofre com músculos se contraindo involuntariamente, enquanto o cérebro sofre morte lenta por falta de oxigenação. Vê lá se o Keanu Reeves ou o Brad Pit vão passar por um perrengue desses! Os lindérrimos jamais vão aparecer de língua pra fora, babando e fazendo annnhajjajaaammmarr... rhhrhuurhhuuhhhmm... Não rola;
. Elevadores de filmes sempre estão prontinhos no térreo ou chegam no exato instante em que a conversa termina. A não ser quando alguém está sendo perseguido, aí o jeito é ir pelas escadas, em geral abertas, pra que o perseguidor tenha boa visão do perseguido (que de minuto em minuto sempre dá uma paradinha pra olhar pra trás);
. Toda mãe de filme prepara um gostoso café da manhã com ovos, bacon, torradas e tudo mais. A família, porém, sempre passa correndo pela mesa, com tempo apenas para tomar um gole de café ou suco (deve sobrar muita comida em Hollywood! Mas isso também acontece nas nossas novelas... Ainda bem que aqui a gente é pobre e tudo é cenográfico, daí não sobra nadinha. A mesma maçã que passou pela "Favorita", roda pelo "Porra... ui! Zorra Total" e cai nas mãos da "Turma do Didi");
. Garotos de 8 a 10 anos de idade são os melhores hackers do mundo... se usarem óculos;
. As garotas que nunca conseguem pares para o baile de formatura ficam sobrando por causa da feiura (feiura = óculos + cabelo preso). Revoltadas, resolvem ficar gatíssimas e passam por uma transformação radical no visual: começam a usar lentes de contato e soltam os cabelos. Finalmente maravilhosas, acabam sempre eleitas como rainhas do baile e nos braços do gostosão da história;
. Pra terminar, após uma perseguição a pé ou de carro, das lutas com os capangas, dos sucessivos salvamentos à mocinha à beira da morte, da demorada e desgastante batalha com o vilão, depois da explosão do QG do mal, com as roupas rotas e rasgadas, cheio de cortes e toda sorte de ferimentos pelo corpo, o herói, mesmo sapecado, sempre faz uma piadinha e diz pra mocinha: "Querida, você não vai à festa com essa roupa, vai?". Um sorriso Colgate, um longo beijo e the end. Ufa! Que ânimo invejável!
Definitivamente estou ficando velha, chata e realista demais.
